A avaliação 360 graus (também chamada multi-source feedback ou MSF) é metodologia de feedback estruturado em que cada profissional é avaliado por todas as direções da rede de relacionamento profissional. Diferente da avaliação tradicional top-down (só o chefe avalia), o 360 captura percepções que o gestor sozinho não tem acesso.
As 4 dimensões do 360
1. Top-down: avaliação do líder direto sobre entregas, comportamentos e desenvolvimento 2. Lateral (pares): colegas do mesmo nível avaliam colaboração, comunicação, dependability 3. Bottom-up: subordinados avaliam estilo de liderança, suporte, justiça (só aplica a quem lidera pessoas) 4. Autoavaliação: o próprio profissional reflete sobre fortalezas, gaps e aspirações
Variações: 180, 270, 360
- 90°: só autoavaliação + líder (padrão "tradicional") - 180°: soma pares (auto + líder + pares) - 270°: soma subordinados (sem pares) - 360°: soma todas (auto + líder + pares + subordinados)
Por que 360 supera avaliação só-do-chefe
Pesquisa Harvard Business Review identifica que avaliadores únicos (gestor sozinho) explicam apenas 21% da variância no desempenho real. Com 360, sobe para 47%. O viés do gestor (favoritismo, atalho cognitivo, recência) é diluído por triangulação.
Cuidados na implementação
360 requer cultura de feedback madura. Em empresas onde feedback negativo é tabu, o instrumento pode receber respostas neutras "para não ofender" — perdendo valor. Recomenda-se ciclos progressivos: começar com 180 (sem subordinados), evoluir para 270, chegar a 360 após 2-3 ciclos com a cultura adaptada.
Conexão com PDI
O 360 deve sempre alimentar o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual). Sem essa conexão, vira "exercício de papel" — feedback sem ação. O Opita integra automaticamente: gaps identificados no 360 viram itens de PDI sugeridos pela IA, com prazo e responsável.