O PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) é documento estruturado que registra os objetivos de crescimento profissional de um colaborador, junto com as ações específicas, prazos e responsabilidades para alcançá-los. É o que separa "feedback de papel" de "desenvolvimento real" — sem PDI, o ciclo de avaliação não fecha.
Anatomia de um PDI eficaz
1. Gap atual: competência ou comportamento que precisa evoluir (vindo do 360 ou clima) 2. Estado desejado: descrição concreta do "como será quando estiver bom" 3. Ações: atividades específicas (curso, mentoria, projeto, leitura) com prazo 4. Indicadores: como o progresso será medido (entregas, autoavaliação, feedback do líder) 5. Responsável: quem coordena (o próprio profissional) e quem suporta (líder, mentor) 6. Prazo: marcos intermediários e prazo final (6-12 meses típicos)
Modelo 70-20-10
Pesquisa do Center for Creative Leadership identifica que o desenvolvimento profissional eficaz se distribui em: - 70% em experiências práticas (projetos desafiadores, novos contextos) - 20% em relacionamentos (mentoria, feedback de pares e líderes) - 10% em educação formal (cursos, livros, certificações)
Um PDI saudável reflete essa proporção. Cuidado com PDIs onde 80% são cursos — costuma indicar falta de oportunidades reais.
Por que PDI falha
Pesquisa Gallup mostra que 70% dos PDIs corporativos não são executados. Causas principais: PDI feito "para cumprir tabela" sem conexão com o trabalho diário, falta de revisão periódica, ausência de tempo protegido para desenvolvimento, e desconexão entre gaps identificados no 360 e ações propostas no PDI.
PDI no Opita
A IA do Opita gera sugestões automáticas de PDI baseadas em: (1) gaps identificados no último 360, (2) drivers de clima com nota baixa no time, (3) trajetória de carreira do profissional. O líder revisa, ajusta e aprova. Revisões trimestrais notificadas automaticamente.