Pulse survey (literalmente "pesquisa de pulso") é metodologia de coleta de feedback caracterizada por alta frequência e baixo volume por aplicação. Em vez da pesquisa anual de 50-80 perguntas, aplica-se 3-5 perguntas todo final de semana ou a cada 15 dias.
Origem e evolução
A pesquisa anual de clima foi padrão dominante até meados dos anos 2010. Problemas: dado defasado (ações em junho baseadas em sentimento de dezembro), fatiga de pesquisa (questionário longo = taxa de resposta baixa), incapacidade de medir efeito de intervenções (sem baseline frequente). O modelo pulse surgiu de empresas como Google, Netflix e Atlassian que precisavam de feedback contínuo para ciclos de produto curtos.
Anatomia de um pulse weekly
A configuração padrão do Opita aplica todo final de semana às sextas (ou outro dia parametrizado):
1. eNPS ("recomendaria a empresa?") — todo trimestre 2. Pergunta rotativa de driver (lideranca, autonomia, reconhecimento, sobrecarga) — semanal, rotaciona 3. Pergunta aberta opcional ("o que poderia melhorar essa semana?") — semanal 4. Indicador de saúde mental NR-1 — quinzenal
Vantagens sobre pesquisa anual
- Sentimento captado em tempo real (defasagem de 7 dias vs 6-12 meses) - Taxa de resposta historicamente 75-90% (vs 40-60% da anual) - Fadiga reduzida (3 perguntas em 90 segundos) - Mensuração de intervenções (RH age na segunda, mede impacto na sexta seguinte)
Boas práticas
Comunicar ao colaborador que pulse não é "vigilância" — é canal de voz que será usado para ação concreta. Compartilhar resultados agregados (com k-anonymity) regularmente. Fechar o ciclo: cada pesquisa deve gerar pelo menos 1 ação visível no mês seguinte, caso contrário o engajamento decai.